O Troféu Brasil/Caixa de Atletismo 2010

Depois de cinco dias, terminou neste domingo 19, na Pista Adhemar Ferreira da Silva, o Troféu Brasil. Foram cerca de 900 atletas de 104 clubes, mais 32 convidados, que disputaram 44 das 47 provas que compõe o programa olímpico. Um bom público preencheu os lugares da arquibancada do novo complexo esportivo da capital paulista, na etapa de encerramento.

Os principais atletas do País, em condições de competir, participaram do mais importante campeonato de clubes de atletismo da América Latina. Por equipes, a BM&FBovespa conquistou seu 9º título seguido, com 745 pontos. O vice-campeão foi o Pinheiros/Asics, com 274, e o 3º colocado, a Orcampi/Unimed, com 178.

Fabiana Murer, campeã mundial indoor e ganhadora da Diamond League, venceu novamente o salto com vara, ao saltar 4,70 m, marca 55 cm melhor que a da 2ª colocada Joana Costa (Estrela-Guarulhos), que saltou 4,15 m.
No salto em distância feminino, a ganhadora do bronze no Mundial Indoor Keila Costa (Orcampi/Unimed) conquistou seu segundo título nesta edição do Troféu Brasil, ao marcar 6,61 m (vento de 0.2). Foi o segundo título de Keila, que foi campeã também
do triplo.

CAMPEÕES DO DOMINGO
Quinze provas, todas finais, foram disputadas neste último dia do evento. Uma das atrações do Troféu Brasil foi a velocista Ana Claudia Silva (BM&FBovespa), que, depois de ganhar os 100 m, levou também o título dos 200 m, com 23.21 (1.0 m/s). Nos 200 m masculino, vitória de Jefferson Lucindo (Silveira Sampaio), com 20.75 (vento contra de 0.9) – ele venceu, ainda, os 100 m. Leandro Prates de Oliveira (Symap) foi o 1º colocado nos 5.000 m, com 14:12.73, depois de garantir, na sexta-feira, título dos 1.500 m. E nos 1.500 m feminino, Tatiele de Carvalho (Estrela/Guarulhos) foi a ganhadora com 4:27.08.
Nos 400 m com barreiras feminino, a ganhadora foi Fernanda Tavares, que competiu como convidada, com 58.55. Já nos 400 m com barreiras masculino, o campeão foi Mahau Suguimati (Orcampi/Unimed), com 50.26.
No triplo, Hilton da Silva (BM&FBovespa) venceu com 16,93 m (vento de 1.2). Nos 800 m, Kleberson Davide (Pinheiros/Asics) foi o campeão com 1:46.45. Éder Souza (Orcampi/Unimed) ganhou os 110 m com barreiras com 14.03 (0.1).

No 4×400 m masculino, a equipe ganhadora foi Pinheiiros/Asics, que marcou 3:08.75, com Luis Guilherme de Oliveira, Fabiano Peçanha, Fernando de Almeida e Kleberson Davide. Já no 4×400 m feminino a vitória foi da BM&FBovespa, que fez 3:37.72, com Bárbara de Oliveira, Perla Santos, Sheila Ferreira e Geisa Coutinho.

No lançamento do dardo, Luis Fernando da Silva (Pinheiros/Asics) venceu com 72,77 m.
Andréa Pereira Brito (BM&FBovespa) foi a 1ª colocada no arremesso do peso, com 15,65 m.

Outros Resultados:
No decatlo, Anderson garantiu o ouro com 7.765 pontos, mesmo ficando na 7ª posição da última prova da série, os 1.500 m, com 4:54.97. Porém, ele já havia garantido boa diferença em relação ao vice-líder Ivan Scolfaro, que, mesmo com o 2º lugar na prova, com 4:40.00, não conseguiu tirar a diferença e ficando com a medalha de prata. O ganhador da prova foi Sinval de Oliveira (Orcvampi/Unimed), com 4:38.62, que na classificação geral foi o 7º com 6.565 pontos. O bronze foi para Carlos Chinin, com 7.532 pontos.

Ronald Julião (BM&FBovespa), depois de ganhar o peso e chegar a 3 cm do recorde brasileiro, ele ganhou o lançamento do disco, sua prova principal. Marcando 60,62 m na 2ª tentativa e superou o recorde anterior da competição, que era 60,43 m e pertencia desde 1998 ao norte-americano Andrew Bloom Morris.
Já o pernambucano Jessé Farias de Lima (Pinheiros) venceu mais uma vez o salto em altura, com a marca de 2,20 m.

Resultados completos, classificação por equipes, galeria de fotos e noticiário estão disponíveis no hotsite

(Textos na íntegra e mais Fotos: www.cbat.org.br)

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Atletismo – UM POUCO DE HISTÓRIA – Parte III

O país do salto triplo

A CONSTRUÇÃO DA NOVA CAPITAL, BRASÍLIA, e o progresso imediato prometido pelo presidente Jucelino Kubitschek fizeram os brasileiros dos anos 50 acreditarem que realmente viviam no país do futuro. A trilha sonora perfeita da “revolução” era a bossa nova de João Gilberto, com seu banquinho e seu violão; e a musa, Marta Rocha, a miss Brasil que não ganhou o mundo por duas polegadas a mais.
No futebol, começava a ganhar fama um menino negro chamado Pelé, capaz de fazer o impossível com uma bola nos pés.

Nesse cenário de sonhos e esperança, o Brasil conheceu o seu primeiro grande herói esportivo e, até hoje, maior atleta olímpico que já teve: Adhemar Ferreira da Silva. Paulistano, filho de pai ferroviário e mãe lavadeira, ele teve o primeiro contato com o salto triplo aos 20 anos, em 1947. Gostou do que viu e resolveu experimentar. O primeiro salto, 12,90 m. Um assombro num tempo em que estreantes não superavam os 11 m. Seu potencial logo foi percebido pelo técnico alemão Dietrich Gerner, que o levou para São Paulo.

Treinando no clube do Canindé – o Morumbi só seria construído na década seguinte -, Adhemar conseguiu, em poucos meses, chegar aos 15 m e garantir a vaga na Olimpíada de Londres. A presença de 40 mil pessoas no Estádio de Wembley, porém, foi demais para o garoto que sonhava em conhecer o Rio de Janeiro.
“Nunca vira tanta torcida num estádio. Quando chegava a minha hora de saltar, eu ficava só olhando aquele mundo de gente e não conseguia fazer mais nada”, reconheceria anos mais tarde.

Foi a única vez que Adhemar se deixou intimidar pelo público. Dali para frente, o público que ficaria maravilhado com sua passada larga, sua simpatia e seus saltos intemináveis. Em 51, superou em 1 cm o recorde mundial de 16 m. No ano seguinte, conquistou seu primeiro ouro olímpico, em Helsinque. Quatro anos mais tarde, nova medalha dourada, em Melbourne, e a glória de ser, até hoje, o único brasileiro com dois títulos em Olimpíadas. O tri só não veio em Roma 60 devido à turbeculose, que começava a se manifestar no atleta de 31 anos.

Nem precisava mais. Para o mundo, o Brasil passava a ser, definitivamente, uma escola de triplistas, tese equivocada sob o ponto de vista científico, mas totalmente respaldada pelos feitos do país na prova nos anos seguintes. Nelson Prudêncio foi prata na cidade do México 68, e bronze em Munique72. João do Pulo foi recordista mundial, bronze em Montreal 76 e Moscou 80, e só não foi mais longe devido um acidente que lhe tirou uma das pernas.(…).
(Fonte: Jornal Gazeta do Povo – suplemento: Olimpíada, pg. 06. - 10 de agosto de 2004).

Salto Triplo

O triplista corre pela pista e dá o primeiro impulso antes da linha de plastinina (demarca o limite da pista. Se o atleta pisar além dela, o salto é considerado queimado. Antes da faixa há uma borda de decolagem com 20 cm de comprimento).

Jump: o atleta pula com um pé à frente, tentando ganhar o máximo de distância possível antes de cair na caixa de areia.
Step: assim que inicia o movimento, o atleta estica as pernas o mais rápido possível.
Hop: os braços são utilizados para manter o equilíbrio do corpo, enquanto a perna de trás vem para frente, para dar o segundo impulso.

Medida da Pista
O salto é medido a partir da linha limite da pista até o primeiro ponto em que o triplista encosta seu corpo na caixa de areia.
Largura da Pista: 1,22 m
Pista: 40 m
Área entre a linha de salto e a caixa de aterrissagem 11 m (mulheres) e 13 m (homens).
Caixa de aterrissagem: 10 m
(Fonte: Jornal Gazeta do Povo – suplemento: Olimpíada, pg. 07. - 10 de agosto de 2004).

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Atletismo – UM POUCO DE HISTÓRIA – Parte II

Feidípides deixou a Maratona como Legado

Ao Cumprir uma Missão Vital para tal unidade do mundo grego: comunicar aos atenienses que o exército local conseguira derrotar os persas, que tentavam pela primeira vez invadir a maior cidade-estado da Grécia em 490 a. C.. Ao final do exaustivo trajeto de 40 quilômetros, o mensageiro teve força apenas para dizer “Vencemos”, antes de cair morto em meio à festa da população pela manutenção da independência helênica. Como tudo que se refere à Grécia antiga, a jornada de Feidípides virou lenda e, consequentemente, motivo de curiosidade e admiração no mundo ocidental. O educador francês Michel Bréal ficou particularmente encantado pela história e sugeriu que uma prova reconstituindo o périplo do mensageiro fizesse parte dos primeiros Jogos Olímpicos modernos, em 1896, em Atenas.

A sugestão foi aceita pelo Barão de Coubertin, e assim a maratona virou sinônimo de superação dos atletas olímpicos. Na edição 2004 dos Jogos, além do desafio aos limites, a corrida terá o charme de reproduzir a rota de Feidípides e da prova de 1896 – com a largada marcada para o Estádio de Maratona e a chegada no Panathinaiko.
(Fonte: Jornal Gazeta do Povo – suplemento: Olimpíada, pg. 03. - 10 de agosto de 2004).

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Atletismo – UM POUCO DE HISTÓRIA – Parte I

Trajetória e aura do atletismo e dos Jogos se confundem ao longo da história do esporte.

CORRER, PULAR E ARREMESSAR. NENHUMA MODALIDADE resume tão bem a essência dos Jogos Olímpicos quanto o atletismo. Filho da evolução natural do homem, o esporte ganhou projeção na Antiguidade, graças ao festival esportivo sediado em Olímpia, que parava o mundo grego a cada quatro anos.

É da Grécia Antiga que vem o primeiro herói olímpico que se tem notícia. Favorecido pelo registro dos resultados dos Jogos ter começado em 776 a.C., o cozinheiro Coroebus de Elida, vencedor da corrida de estádio, é o primeiro campeão das Olimpíadas reconhecido oficialmente.

A relação íntima entre o atletismo e a civilização helênica era tamanha que, ao tornar a Grécia, o imperador romano Constantino suspendeu não só a Olimpíada, mas também as competições atléticas. Seus fundamentos, então, passaram séculos servindo apenas de base para treinamento militar, até as universidades inglesas de Cambridge e Oxford redescobrirem como disputa esportiva.

A redenção completa do atletismo só veio em 1896, quando Atenas recebeu a primeira edição dos Jogos Olímpicos modernos. A modalidade serviu de termômetro para o crescimento da Olimpíada e de porta de entrada para os excluídos.

Foi nas pistas que as mulheres começaram a vencer as barreiras impostas à sua participação. Foi lá também, que os negros construíram a hegemonia nas provas de velocidade, meio-fundo, fundo, resistência e salto, que dura até hoje, e manifestaram sua revolta com o preconceito racial nos conturbados anos 60.

Contrariados desde o início com a transformação dos Jogos em um evento multiracial, os dirigentes do Comitê Olímpico Internacional chegaram a banir da edição de 68, no México, os negros americanos Tommy Smith e John Carlos. A dupla aproveitou a dobradinha nos 100m rasos para protestar por melhores condições para os negros de seu país.

A criação de heróis e vilões também é uma marca da fase moderna do atletismo – e dos Jogos. No primeiro grupo, nomes consagrados como os norte-americanos Jim Thorpe e Carl Lewis, o finlandês Paavo Nurmi, o tcheco Emil Zatopék e, uma versão tupiniquim, Adhemar Ferreira da Silva. No segundo, Bem Johnson, protagonista do maior escândalo de doping da história olímpica, ao vencer os 100m rasos de Seul 88 sob efeito de esteróides anabolizantes.

Nos últimos anos, as pistas também viraram palco de uma nova batalha entre as fabricantes de materiais esportivos. A indústria que movimenta US$ 15 bilhões por ano vai utilizar a modalidade como campo de prova para roupas e tênis, que, a julgar pela propaganda, poderiam ter transformado o cozinheiro Coroebus em um deus grego.

(Fonte: Jornal Gazeta do Povo – suplemento: Olimpíada, pg. 02. - 10 de agosto de 2004).

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Atletismo ganha mais duas medalhas para o Brasil em Cingapura

Terminou na segunda-feira, 23 de agosto, o torneio de atletismo da 1ª edição dos Jogos Olímpicos da Juventude, realizados em Cingapura. Na rodada de encerramento, o atletismo deu mais duas medalhas para o Brasil: ouro com Caio Cézar Fernandes dos Santos no revezamento medley (ele já havia conquistado o ouro no salto em distância) e prata com Thiago Braz da Silva, no salto com vara.
(…)
Para chegar ao pódio o brasileiro saltou 4,55 m – 4,70 m – 4,85 m – 4,95 m – 5,05 m. O ouro foi para o espanhol porque ele fez todas as marcas até 4,95 m na primeira tentativa, enquanto que Thiago passou 4,70 m no segundo salto. O grego Theodoros Chysanthopoulos ganhou bronze com 4,95 m.

Caio Cézar (ouro no salto em distância com 7,69 m) abriu a disputa do revezamento medley, última prova do programa de atletismo para a equipe das Américas. Ele correu 100 m e a equipe foi completada por Odane Skeen (Jamaica, 200 m), Najee Glass (Estados Unidos, 300 m) e Lugulin Santos (República Dominicana, 400 m). Eles marcaram 1:51.38 e deixaram na 2ª posição a equipe da Europa, que fez 1:52.11.

Outros três brasileiros disputaram as finais no último dia do evento. No triplo, Paulo Sérgio dos Santos Oliveira ficou em 5º lugar com 15,63 m (recorde pessoal). O ganhador do ouro foi o cubano Radame Sanchez, com 16,37 m.

Nos 2.000 m com obstáculos, July Ferreira ficou também em 5º, com 6:56.00 (recorde pessoal). A campeã foi a queniana Virginia Nyangura, com 6:29.97. Nos 400 m com barreiras, Natânia Habzreiter foi a 8ª, com 1:02.44, e o ouro foi para a francesa Aurelie Chaboudez, que fez 58.41.
(…)
Na opinião do treinador-chefe José Haroldo Loureiro Gomes “Arataca”, “os resultados foram bons, porque os atletas tiveram os meios de preparação adequados. O Élson (técnico de Thiago) e o Nélio Moura (treinador de Caio, junto com Tânia Moura) planejaram os treinamentos e a CBAt deu os meios: materiais, passagens para o exterior, hospedagem, ajuda de custo, campings em Fortaleza, Madri e Fórmia”.

O presidente da CBAt, Roberto Gesta de Melo, fez a premiação do salto com vara, junto com o recordista mundial da prova, o ucraniano Sergei Bubka. Gesta lembrou que o atletismo manteve sua tradição: “Nove dos nossos 15 atletas foram à fase final em suas provas, ou seja, 60 % dos participantes chegaram entre os melhores do mundo. Foram ganhas três medalhas, foram disputadas 10 finais e foram estabelecidos sete recordes pessoais”, explicou o dirigente.

Nélio Moura, treinador de Caio Cézar e da campeã olímpica Maurren Maggi completa: “Os bons resultados do Brasil em Cingapura e em outras grandes competições mostram que, além da dedicação do atleta e do conhecimento do técnico, é preciso apoio, como o oferecido pela CBAt, com o Programa de Jovens Talentos”, afirmou.
(Fonte: www.cbat.org.br/noticias/noticia.asp?news=4151)

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Jogos da Juventude!!!

Acontece até o dia 26 de agosto na cidade de Cingapura, a primeira edição dos Jogos Olímpicos da Juventude de verão!

Cerca de 3.600 atletas, com idade entre 14 e 18 anos, de 205 comitês olímpicos nacionais, participarão de provas de 26 modalidades esportivas e programas educacionais com um objetivo comum: construir, com o esporte, um legado cultural e educacional para jovens de todo o mundo.
A organização espera que Cingapura 2010 atraia 800 profissionais de imprensa e 500 mil espectadores. Trabalharão nos Jogos 20 mil voluntários de diversos países, incorporando nos Jogos Olímpicos da Juventude os ideais e princípios de paz e integração entre os povos dos Jogos Olímpicos. Assim como nas Olimpíadas, o Comitê Olímpico Internacional (COI) aprovou a proposta do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos da Juventude de Cingapura 2010 que fez a Chama Olímpica viajar o mundo.

O trajeto começou na Grécia e passou por uma cidade em cada continente (África, Américas, Ásia, Europa e Oceania) antes de chegar a Cingapura. Cada uma das cidades ofereceu as boas-vindas à Chama Olímpica com uma celebração voltada para a juventude e o poder dos Valores Olímpicos de transformar o mundo. Atletas e jovens de cada continente serão convidados a testemunhar o momento em que a pira será acesa e a se juntar à comemoração.
(Fonte: http://www.conexaoaluno.rj.gov.br/especial.asp?EditeCodigoDaPagina=908).

A próxima edição de verão dos jogos deverá ocorrer em 2014 na China.

->> Confira algumas das primeiras imagens dos JOGOS

–>> Acompanhe os Jogos da Juventude

—>>Site Oficialmascotes jogos 1

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Confira: atleta saltando 5,40 metros com vara Gill de Fibra de Carbono

Veja no vídeo abaixo, gravado em câmera lenta, o atleta Augusto de São Paulo, atingindo a marca de 5,40 metros no salto com vara. Utilizando vara Gill Carbon FX 16’ 1” de 180 libras adquirida na Pista e Campo. No detalhe, observe também, os postes para salto em altura Polanik e a barra transversal (sarrafo) Gill.

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A importância do sono para recuperação física

Não é preciso falar que todos nós precisamos reservar algumas horas do dia para dormir. Mas não é a quantidade e sim a qualidade do sono obtido nestas horas, associada à necessidade individual, que irá fazer a diferença para a recuperação e repouso de todo o corpo e a mente.
Em média, recomenda-se dormir de 6 a 8 horas por dia, tempo suficiente para o corpo passar por todo o ciclo do sono.

Este ciclo do sono tem 4 fases, que são divididas em: fase 1 (sonolência), fase 2 (sono leve), fase 3 (sono lento profundo) e fase 4 (sono profundo ou paradoxal).
A fase 1 e 2 correspondem ao relaxamento, período em que o corpo e a mente começam a diminuir suas atividades. Há uma diminuição no ritmo cardíaco, respiratório e baixa na temperatura.
A fase 3 é muito parecida com a fase 4. Nestes dois períodos do sono é que o atleta precisa aproveitar bem, pois é o momento que o corpo começa a recuperar suas “energias”, ou seja, é onde ocorre a recuperação muscular e celular.
Nesta fase de sono profundo, o hormônio de crescimento (hGH) é liberado. Uma das funções deste hormônio é a estimulação do crescimento, o desenvolvimento e tônus muscular, a ajuda na queima de gorduras e o combate à osteoporose.

Para os corredores, uma noite de sono é fundamental para reestruturação e preparação de todo o corpo. Caso contrário, outros prejuízos vem à tona.
Um deles é o overtraining, que nada mais é que o estresse físico e/ou psicológico de treinos acima do seu limite e que não são recuperados durante o sono. Muitas vezes os treinos estão dentro do limite do atleta, mas devido a noites mal dormidas e a falta de repouso, esses treinos começam a se tornarem excessivos.
Outros problemas causados são: a inibição de produção de insulina pelo pâncreas, aumentando a probabilidade de desenvolver diabetes; além de elevar a quantidade de cortisol, hormônio do estresse e que tem resultados contrários à insulina, onde eleva a taxa de açúcar no sangue, favorecendo ainda mais o diabetes.

Portanto, para aqueles atletas que tem dificuldades para dormir e até mesmo pouca qualidade de sono, uma das recomendações é ajustar os treinos dentro da sua capacidade física.
Principalmente para aqueles atletas que além do esporte tem uma profissão. É preciso tomar cuidado, pois a mesma energia utilizada por todo o corpo durante o esporte é a mesma consumida durante as horas de trabalho.

Outras dicas para ajudar na noite de sono e na recuperação do corpo e da mente:
- A noite comer alimentos de fácil digestão e com quantidades adequadas;
- Dormir em ambientes escuros;
- Procurar deixar a temperatura ambiente a mais confortável possível, uma diminuição ou um aumento da mesma pode causar desconforto;
- Evite bebidas alcoólicas e fumo;
- Evite televisão ligada ou ruídos, procure o silêncio;
- Evite livros estimulantes ou trabalho na cama;
- Procure usar colchões confortáveis e silenciosos;
- Tome um banho quente e procure relaxar ao máximo
(Fonte: http://lancelivreesportivo.blogspot.com/2010/01/importancia-do-sono-para-recuperacao.html).

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Lançamento de Dardo

Acredita-se que a origem dos dardos está na pré-história, como instrumentos para caça ou armas para lutas. Como esporte, já era praticado nos Jogos Olímpicos da Grécia Antiga. No ano de 1906, passou a fazer parte do quadro olímpico nos Jogos de Atenas, quando o sueco Eric Kleinning atingiu a melhor marca da sua época, lançando 53,89 metros. Em 1976, o húngaro M. Nemeth atingiu a notável marca de 94,58 metros. A partir deste momento, passou-se a discutir a questão da segurança e a viabilidade do esporte, já que os grandes lançamentos estavam aumentando a demanda de espaço. A solução encontrada foi a “confecção” de um dardo com aerodinâmica desenhada especificamente para possibilitar uma descida mais rápida do dardo, alcançando uma distância menor em comparação ao antigo.
(Texto Adaptado: http://www.infoescola.com/atletismo/lancamento-de-dardo/).

Atualmente, ainda ocorrerem alguns acidentes no lançamento de dardo, por isso, assim como os demais arremessos e lançamentos, é necessário seguir rigorosamente as normas de segurança, dentre elas:
* Obedecer à zona de demarcação de setores, mantendo certa distância das mesmas e observando quando um atleta estiver efetuando o lançamento;
* Preferir iniciar a instrução da modalidade com pelotas, dardos de espuma ou pvc ou dardos com ponteiras de borracha;
* Posicionar o corredor de lançamento do dardo partindo do centro de uma das curvas da pista (longe das retas), para evitar que dardos “perdidos” possam atingir atletas na pista;
* Técnicos devem programar os horários de treinamento com uso do gramado para que não coincidam com o horário de treino de lançadores e, o mais importante, conversar regularmente com os atletas, frisando os cuidados de segurança que eles devem ter.
- Tomando os devidos cuidados, a modalidade é extremamente segura, e somente os benefícios do esporte farão parte da vida dos atletas.

(Imagem Extraída de: http://esportes.terra.com.br/atenas2004/interna/0,,OI357381-EI2806,00.html)

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Vitamina C na prevenção de gripes e resfriados

Só funciona para quem treina pesado

Em 1970, o químico americano Linus Pauling, ganhador de dois prêmios Nobel, causou uma pequena revolução ao lançar o livro Vitamina C e o Resfriado. Nele, pregava que 1 grama diário de vitamina C era o suficiente para reduzir em 45% a incidência de resfriados. A promessa de aplacar uma das doenças mais comuns, associada ao cacife de um cientista com a reputação de Pauling, fez da vitamina C a campeã de vendas dos suplementos nutricionais. Passadas quase quatro décadas, médicos e nutricionistas agora questionam o método Pauling de prevenção a gripes e resfriados. No maior estudo de revisão sobre o papel da vitamina C em relação a esses males, pesquisadores europeus concluíram que a receita é absolutamente ineficaz – exceto para atletas de alta performance, como maratonistas ou triatletas. Nesse grupo, os que tomavam a vitamina regularmente ficavam doentes com uma freqüência 50% menor. Para o resto das pessoas, no entanto, os efeitos preventivos da vitamina C eram os mesmos de um placebo – ou seja, não tinham serventia nenhuma. Ela se mostrou útil apenas para aliviar os sintomas de gripes e resfriados e para diminuir o mal-estar (o que não deixa de ser bom, convenhamos).

Os especialistas que chegaram a essa conclusão foram convocados pela The Cochrane Collaboration, uma instituição internacional independente, baseada na Inglaterra, que se dedica à análise crítica de teses e pesquisas científicas já divulgadas. Foram compilados dados de trinta estudos realizados entre 1990 e 2006, que somavam 11.350 participantes. Todos os adeptos da vitamina ingeriam doses diárias de, no mínimo, 200 miligramas. Ainda não há explicação para o fato de a suplementação só funcionar como preventivo de gripes e resfriados em atletas. O que se sabe é que, depois de exercícios muito árduos, o organismo precisa recompor tecidos danificados ou extenuados pela atividade intensa – funções para as quais a presença de vitamina C, cujos níveis sofrem um grande rebaixamento durante o esforço físico, é imprescindível. Nesse processo de recomposição, o corpo adquiriria mais resistência aos vírus.

“Falta ainda determinar a quantidade de vitamina necessária para obter essa proteção”, diz um dos autores do trabalho, o médico Harri Hemila, da Universidade de Helsinque, na Finlândia. Estabelecer a dose mínima para obter os efeitos positivos da vitamina C é essencial para conter excessos. Há quem recorra a megadoses do suplemento para evitar males que vão do envelhecimento da pele a câncer. “Desde que passei a tomar a vitamina C nunca mais fiquei gripada”, diz a corredora Viviane Matero, de 31 anos. Faça chuva ou faça sol, ela treina pelo menos duas horas e meia, seis vezes por semana. Todos os dias, ingere 500 miligramas de vitamina C. Para uma atleta como Viviane, realmente faz diferença.

SÓ PARA ATLETAS
Os benefícios da suplementação de vitamina C na prevenção de gripes e resfriados só valem para quem treina pesado.
O estudo considerou atletas apenas aqueles que treinam no mínimo uma hora e meia por dia, de cinco a seis vezes por semana.
(Fonte: http://veja.abril.com.br/250707/p_102.shtml)
vitamina c

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